03 novembro 2011

Comparação entre a radiografia de cavum e a cefalométrica de perfil na avaliação da nasofaringe e das adenoides por otorrinolaringologistas




artigo publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics.


OBJETIVO: conhecer quais exames os otorrinolaringologistas solicitam para avaliar o EAN; verificar o conhecimento da cefalométrica por otorrinolaringologistas; comparar a avaliação de otorrinola- ringologistas nas duas técnicas radiográficas para a medição e a visualização do EAN e da adenoide; correlacionar os resultados do método de inspeção visual com os da medição de Schulhof.


A respiração bucal é um problema funcional relativamente comum, uma vez que 85% das crianças sofrem de algum grau de insuficiência nasal, como revelado por testes funcionais, e 20% respiram pela boca. Os fatores que contribuem para o surgimento de uma respiração bucal podem ser de natureza obstrutiva ou decorrer de hábitos deletérios, como a sucção de dedo ou chupeta, podendo causar alterações no curso normal de crescimento e desenvolvimento craniofacial. Dentre os fatores obstrutivos, a adenoide é o mais comumente citado na literatura médica-odontológica.

O ortodontista tem como exame de rotina, para traçar o plano de tratamento de seu paciente, a radiografia cefalométrica de perfil descrita por Broadbent. Essa radiografia é obtida de maneira padronizada, sendo sempre feita com a mesma posição da cabeça e com a mesma distância do feixe de radiação, assim permitindo que sejam feitas medições e que essas sejam comparadas nos diferentes tempos do tratamento. Muitos autores a consideram um exame simples, prático e de resultados satisfatórios para diagnosticar o tamanho do espaço aéreo nasofaríngeo. Entretanto, a maior parte dos otorrinolaringologistas utiliza a radiografia de cavum para avaliação da nasofaringe, que é uma radiografia em norma lateral do crânio semelhante à radiografia cefalométrica de perfil, porém sem uma padronização tão rígida, e que fornece a imagem necessária para avaliar o tamanho do espaço aéreo nasofaríngeo, mas é inadequada para o planejamento ortodôntico.


Major et al. concluíram, em uma revisão sistemática sobre a capacidade de diagnosticar hipertrofia adenoideana e obstrução do espaço nasofaringeano através da radiografia cefalométrica, que existe uma boa correlação nos achados do tamanho da adenoide, mas a habilidade de diagnosticar um espaço aéreo nasofaríngeo pequeno já não é tão boa. Explicam esse achado pelo fato de a adenoide ser uma estrutura anatômica mais simples do que a nasofaringe e, assim, perder menos informação quando transformada em imagem bidimensional.

Alguns trabalhos têm sido feitos comparando a radiografia cefalométrica com a endoscopia naso-faringeana. Ianni Filho et al. compararam os dois métodos e concluíram que o exame radiográfico é importante no diagnóstico inicial das obstruções nasofaringeanas, mas que suas informações seriam limitadas; porém a endoscopia, apesar de fornecer mais informações, é um exame de difícil acesso. Já Vilella et al. encontraram resultados bem próximos em relação ao tamanho anteroposterior da nasofaringe nos dois métodos, e sugeriram que, ao avaliar o modo respiratório da criança, deve ser feito não só exame clínico, mas também medidas cefalométricas do espaço nasofaringeano.


Existem vários métodos descritos para avaliar radiografias da nasofaringe e a interpretação de quando a adenoide está significativamente grande varia de autor para autor. Os métodos mais usados de medir a adenoide na radiografia de cavum são os de: Johannesson, Fujioka et al., Crepeau et al. e Cohen e Konak. Já quando na utilização da radiografia cefalométrica, existem dois métodos de medição descritos na literatura: o método de McNamara e o de Schulhof.

CONCLUSÃO

O presente estudo concluiu que, segundo a amostra utilizada, os otorrinolaringologistas não têm conhecimento da técnica da radiografia cefalométrica e têm como hábito fazer diagnóstico de obstrução do espaço aéreo naso-faríngeo através da radiografia de cavum, sem utilizar nenhum método de medição.


Quando avaliadas as duas técnicas sem especificar qual era a radiografia cefalométrica e qual era a de cavum, os otorrinolaringologistas escolheram, na maioria dos casos, a técnica cefalométrica lateral.

DISPONÍVEL EM:http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n1/06.pdf

20 outubro 2011

Swissdentacare Orthofile Interproximal Reduction System





Swissdentacare Orthofile Interproximal Reduction System, produzidos pela SDC Switzerland GmbH em Zug na Suíça que é um sistema idealizado para realizar Slices (Stripping) com um Kit composto por um contra-angulo e uma sequencia de lixas adaptáveis ao instrumento.

O que o fabricante diz:

É seguro, rápido e preciso o Swissdentacare sistema Orthofile para a realização de Stripping, é uma ferramenta flexível fina interproximal, o que facilita o contorno de esmalte e reduzirá muitos tipos de materiais dentários. Ele permite que em muitas vezes ocorra redução da estrutura dentária interproximal desnecessária, corrige espaço inadequado, causado por um arco com comprimento insuficiente. O Recontorno interproximal é facilmente alcançado em um mínimo de tempo com um acabamento mais natural.

Uma solução mais segura e rápida, mais precisa e confiável, comparada aos outros sistemas manuais ou com os discos, as "lixas" Orthofile combinadas com a peça de mão (sistema EVA), são mais eficientes, mais rápidas e práticas. Na verdade, esta Sistema Permite maior liberdade de movimentos durante o treatmento. Possui controle de oscilação de movimento, um tratamento seguro é garantido para o paciente. O Swissdentacare usando com uma Orthofile promove um remoção de estrutura dentária excessiva de até 14 milímetros por arcada dentária é viável em casos limítrofes e extrações são evitadas. Um lado só, as "lixas" são perfeitas para situações onde você deseja reduzir a estrutura do dente de um só lado, sem qualquer dano. É usado para os casos em que você quer ter uma coroa de um dente adjacente desgatado mas mantendo-as intactas.

Vantagens:

Reduz o desconforto e possíveis trauma para o tecido mole.

Facilmente inserida no espaço interproximal.

"Lixas" de aço inoxidável com uma gama de revestimentos de diamante.

Maior durabilidade e flexibilidade.

Cria tecnologia de refrigeração e aquecimento mínimo, elimina a necessidade de água.

5 classes disponíveis para um preciso acabamento.

Dupla face ou de um só lado.

Únicoas "lixas" que não deixam marcas na lateral do dente adjacente.

Excelente para uso com aparelhos "alinhadores".

Cor codificadas que são facilmente identificáveis após a esterilização.


disponível em http://www.swissdentacare.ch/home.php?lang=sp

17 outubro 2011

ORTODONTIA LINGUAL




Colocar aparelho dentário por trás dos dentes, a ortodontia lingual, pode ser uma boa opção para quem a estética é um problema grande.O aparelho ortodôntico lingual tem se desenvolvido de maneira eficaz e segura durante o período de 1980 até os dias atuais. Os problemas naturais característicos de uma técnica inovadora foram resolvidos. Hoje temos conhecimento e experiência que permitem tratamento igual àquele que podemos obter através do aparelho tradicional.

O avanço mais recente se refere ao desenho dos braquetes que permite muito mais conforto devido ao seu tamanho reduzido e arestas arredondas.

A Associação Brasileira de Ortodontia Lingual (ABOL) foi fundada em 1999 e desde então tem trabalhado com muito empenho para divulgar esta técnica entre os ortodontistas brasileiros.

18 setembro 2011

Maior Boca e Língua do mundo (Guinness)



Angolano Francisco Domingo Joaquim consegue esticar a boca até 17 centímetros.
(Foto: Reprodução/Guinness)






Língua da americana Chanel Tapper mede impressionantes 9,75 centímetros.
(Foto: Reprodução/Guinness)

09 setembro 2011

Enzimas do chá verde podem combater erosão dentária




Uma substância encontrada no chá verde pode ser o caminho para o desenvolvimento de um composto eficaz para combater a erosão dentária. Na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da USP, pesquisadores realizam testes em que demonstram a eficácia da catequina (nutriente de ação antioxidante encontrada no chá verde) como inibidora das metaloproteinases da matriz (MMP). Essas enzimas, quando ativadas, são responsáveis pela erosão da dentina, a camada mais interna do dente. Os principais sintomas são dor e sensibilidade em casos mais avançados.

A professora Marilia Buzalaf, do Departamento de Ciências Biológicas, que coordena o estudo na FOB, explica que a MMP é ativada pelo pH ácido encontrado em alguns alimentos e líquidos consumidos. “Há uma grande redução na prevalência de cáries no Brasil e no mundo nos últimos anos, por causa de um maior cuidado com a saúde bucal e utilização de fluoretos", afirma.

"Dessa maneira, os dentes ficam na boca por mais tempo, tornando-se sujeitos a outros tipos de patologias, como a erosão dentária. Para isso, contribui a mudança nos hábitos alimentares da população. A erosão é causada principalmente por ácidos de origem não-bacteriana presentes em refrigerantes, sucos e frutas ácidas, além dos ácidos de origem gástrica”, explica Marilia.

Uma das substâncias testadas pelos pesquisadores como inibidores da MMP é a epigalocatequina galate (EGCG), um flavonoide que também é encontrado no chá verde. “Nos testes com a EGCG purificada, encontramos resultados um pouco melhores que aqueles obtidos para o chá verde”, destaca a professora, ressaltando que essa substância encontrada no chá verde já era estudada para outras patologias, como o câncer.

Gel protetor

No processo de erosão dentária, os ácidos dos alimentos e bebidas atingem a dentina, que é composta basicamente por um mineral chamado apatita e por colágeno (proteínas). “O ácido dissolve a apatita e atinge o colágeno, ativando as metaloproteinases presentes na dentina. É justamente aí que a progressão da erosão é acelerada”, descreve Marilia.

As pesquisas nos laboratórios da FOB têm como objetivo principal o desenvolvimento de um gel que amenize todo esse processo. Para tanto, estão sendo realizados testes in vitro e in loco. “Usamos modelos animais, como dentes bovinos ou pequenos blocos de dentes humanos. Para os testes in loco, os pequenos blocos de dentes humanos ou bovinos são fixados no céu da boca de voluntários dentro de um pequeno aparelho acrílico”, explica a professora, lembrando que as pessoas permanecem cerca de uma semana com os bloquinhos. Os modelos foram tratados com um gel protetor e então submetido a testes com ácidos.

As metodologias, tanto com os in vitro (no laboratório) quanto com os in loco (utilização de aparelhos contendo os blocos de dentina por voluntários humanos), possibilitaram a realização de vários estudos.

Os pesquisadores produziram geis com inibidores de MMPs e aplicaram sobre a dentina, que foi submetida a desafios ácidos, principalmente com refrigerantes. Três tipos de geis foram produzidos: um à base de EGCG, outro à base de cloraxidina (inibidor de MMP que também tem atividade antimicrobiana) e um terceiro à base de sulfato ferroso.

“Nos três casos, os resultados foram satisfatórios. Bastou que o gel ficasse um minuto em contato com os modelos dentários para que houvesse a inibição da MMP, com prevenção total da erosão nos desafios ácidos subsequentes. O efeito durou cerca de cinco dias”, conta Marilia.

Os estudos com a MMP na FOB tiveram início em 2007 e, segundo a professora, já existe um pedido de patente na Agência USP de Inovação. Mas, de acordo com ela, novos desdobramentos ainda serão estudados e deverão contar com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Em outubro, boa parte desses resultados serão apresentados à comunidade científica no Erosion 2010, congresso que reunirá, em Bauru, especialistas do Brasil e do exterior.

Disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/vida,enzimas-do-cha-verde-podem-combater-erosao-dentaria,593093,0.htm

04 setembro 2011

Curiosidades sobre a boca





1- Se você tem o céu da boca mais estreito, terá maior propensão a roncar, o motivo é que passa menos oxigênio pelo nariz.





2- Quando você beija, troca cerca de 256 bactérias com o seu parceiro. Cerca de 50% das bactérias da boca vivem na superfície da língua.








3- Se a sua boca ficasse completamente seca, você não seria capaz de distinguir nenhum sabor.







4- Se você é destro, vai ter tendência a mastigar a comida do seu lado direito. Se você é canhoto, será o contrário, irá mastigar mais do seu lado esquerdo.





5- O músculo mais forte do corpo humano é a língua (em relação ao seu tamanho). A língua é o único músculo do corpo que é anexada em apenas uma extremidade.








6- Você irá produzir 38.432 litros de saliva em toda a sua vida (cerca de 1,5 litros de saliva por dia se viver 70 anos). O suficiente para encher uma piscina.